quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Geografia de Portugal


Não, não é palavrão, é apenas geografia! Ora vejamos as localizações: PICHA >- no concelho de Pedrógão Grande. RATA - em Arruda dos Vinhos, Beja, >Castelo de Paiva, Espinho, Maia, Melgaço, Montemor-o-Novo, Santarém, >Santiago do Cacém e Tondela. Temos assim em Portugal uma Picha... para 11 >Ratas! O Que vale é que mesmo ao lado da Picha temos a Venda da Gaita , há >"Colhões " perto de Coimbra ( ah, que saudades...de Coimbra claro!!) e anda >uma Coina à solta lá para os lados do Barreiro!



Mas mais cómico ainda é se nos inserirmos no campo da Gastronomia dessa grande localidade, a Coina...O que dizem de um belo prato de "Raita de Pepino"...Aqui vai a receita para as interessadas! LOL Tudo isto é Geografia!!LOL A pedido de várias famílias ( pronto, só do Bragança) este post ficará em aberto e à espera de mais sugestões para nomes de localidades/freguesias cómicos.Aqui vão mais alguns com a colaboração do Bragança: Rossas, (nas)Ancas, BICOS, Bico!LOL Mas também há nomes bonitos, como Amor:)Colaborem vocês também!














Actualizações, com a colaboração do Geógrafo Luís Teixeira, de Bragança:Anais ( Ponte de Lima), Penso ( Sernancelhe), Paus ( Resende), Malhou ( Alcanena), Sarilhos Pequenos ( Moita), Porreiras ( Paredes de Coura), Buraca (Amadora), Matacães ( Torres Vedras), Vale do Porco ( Mogadouro), Cornalheira ( Meda), Cepos ( Arganil)...








































Actualização bombástica, por ordem alfabética e tudo !LOL:A-da-Gorda (Mafra); Aguçadoura (Póvoa de Varzim); Aliviada (Marco de Canaveses); Angústias (Paredes de Coura); Às dez ( Angra do Heroísmo); A-Ver-O-Mar (Póvoa de Varzim); Bagaceira (Calheta); Baleia (Mafra); Bexiga (Tomar); Bicha (Gondomar); Bicho (Santo Tirso); Cabeçudos (Marvão); Cabrão (Ponte de Lima); Cabrões (Santo Tirso); Cama Porca (Alhandra); Campa do Preto (Maia); Casal de Água de Todo o Ano (Abrantes); Casal Mil Homens (Leiria); Catraia do Buraco (Belmonte); Cemitério(Paços de Ferreira); Chiqueiro (Lousã); Coito (Várias}; Coxo (Vila da Praia da Vitória, Oliveira de Azeméis e Felgueiras); Crucifixo (Tramagal); Deserto (Alcoutim, Coruche e Estremoz); Endiabrada(Aljezur e Odemira); Esgaravatadouro (Monchique) Focinho de Cão (Aljustrel); Garanhão (Ponte da Barca); Hospício(Azeitão); Imaginário (Caldas da Rainha); Jerusalém do Romeu (Mirandela); Mal Lavado (Odemira); Mata Porcas(Lagos e Monchique); Monte dos Tesos (Avis); Namorados(Castro Verde e Mértola); Paitorto (Mirandela); Paixão (Celorico de Basto e Vieira do Minho); Paraíso (Vários}; Passado (Vila Verde); Pedaço Mau (Vila Nova de Ourém); Pés Escaldados (Arganil); Pobreza(Caminha) Porca(Ponte de Lima); Presa dos Mouros (Lagoa); Punhete(Valongo); Purgatório (Albufeira) Quinta de Comichão - (Guarda) Rabo de Porco - (Penela) Rato - (Barcelos e Vila Nova de Famalicão); Ratoeira(Vila Nova de Cerveira); Rego do Azar(Ponte de Lima) ; Rio Seco dos Marmelos (Ferreira do Alentejo) ; Senhora do Alívio (Baião); Sítio das Solteiras (Tavira); Terra da Gaja ( Lousã); Traseiros ( Oliveira de Azeméis); Vacalouras (Castanheira de Pêra); Vaginha(Vagos); Vale da Rata (Almodôvar); Vale de Mortos (Beja) Venda da Porca (Estremoz); Venda das Pulgas (Mafra); Venda das Raparigas (Alcobaça); Venda dos Pretos (Leiria); Vergas (Vagos); Vila Nova do Coito (Santarém); Vinha da Desgraça (Coruche); Violência (Paredes de Coura)!







































quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Eu quero e exijo


Em cada 100 euros que o Patrão paga pela minha força de trabalho, o Estado, e muito bem, tira-me 20 euros para o IRS e 11 euros para a Segurança Social.


O meu Patrão, por cada 100 euros que paga pela minha força de trabalho, é obrigado a dar ao Estado, e muito bem, mais 23,75 euros para a Segurança Social.


E por cada 100 euros de riqueza que eu produzo, o Estado, e muito bem, retira ao meu Patrão outros 33 euros.


Cada vez que eu, no supermercado, gasto os 100 euros que o meu Patrão pagou, o Estado, e muito bem, fica com 21 euros para si.


Em resumo:


Quando ganho 100 euros, o Estado fica quase com 55.

Quando gasto 100 euros, o Estado, no mínimo, cobra 21.

Quando lucro 100 euros, o Estado enriquece 33.

Quando compro um carro, uma casa, herdo um quadro, registo os meus negócios ou peço uma certidão, o Estado, e muito bem, fica com quase metade das verbas envolvidas no caso.


Eu pago e acho muito bem, portanto exijo:


Um sistema de ensino que garanta cultura, civismo e futuro emprego para os meus filhos.

Serviços de saúde exemplares.

Um hospital bem equipado a menos de 20km da minha casa.

Estradas largas, sem buracos e bem sinalizadas em todo o pais.

Auto-estradas sem portagens.

Pontes que não caiam.

Tribunais com capacidades para decidir processos em menos de um ano.

Uma maquina fiscal que cobre igualitariamente os impostos.

Eu pago, e por isso quero ter, quando la chegar, a reforma garantida.

Jardins públicos e espaços verdes bem tratados e seguros.

Policia eficiente e equipada.

Os monumentos do meu pais bem conservados e abertos ao publico.

Uma orquestra sinfónica.

Filmes criados em PORTUGAL.

E, no mínimo, que não haja um único caso de fome e miséria nesta terra.

Na pior das hipóteses, cada 300 euros em circulação em PORTUGAL garantem ao Estado 100 euros de receita.

Portanto Sr. PRIMEIRO-MINISTRO, governe-se com o dinheirinho que lhe dou, porque eu quero e tenho direito a tudo isto.


Um português contribuinte.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

O que merecem os nossos Políticos


Esta pequena historia demonstra a verdadeira realidade dos nossos políticos



O Primeiro Ministro, José Sócrates, está andando tranquilamente quando é atropelado por um condutor das corridas da Ponte Vasco da Gama e Morre ali na hora. A alma dele chega ao Paraíso e dá de caras com São Pedro na entrada. "Bem-vindo ao Paraíso!"; diz São Pedro "Antes que você entre, há um problemazito... Raramente vemos Políticos por aqui, sabe… então não sabemos bem o que fazer com você. "Não vejo problema nenhum, basta deixar-me entrar", diz o antigo Primeiro Ministro José Sócrates "Eu bem que gostaria de o deixar entrar senhor Engenheiro, mas tenho ordens superiores… Sabe como é… Vamos fazer o seguinte: O Senhor passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Depois pode escolher onde quer passar a eternidade. "Não é necessário, já resolvi. Quero ficar no Paraíso diz o Primeiro Ministro. "Desculpe, mas temos as nossas regras. " Assim, São Pedro acompanha-o até o elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno. A porta abre-se e ele vê-se no meio de um lindo campo de golfe. Ao fundo o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com os quais havia trabalhado. Todos muito felizes em traje social. Ele é cumprimentado, abraçado e eles começam a falar sobre os bons tempos em que ficaram ricos às custas do povo. Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar. Quem também está presente é o diabo, um tipo muito amigável que passa o tempo todo dançando e contando piadas. Eles divertem-se tanto que, antes que ele perceba, já é hora de ir embora. Todos se despedem dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe. Ele sobe, sobe, sobe e a porta abre-se outra vez. São Pedro está a espera dele. Agora é a vez de visitar o Paraíso. Ele passa 24 horas no paraíso, junto a um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando. Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia chega ao fim e São Pedro retorna. " E então??? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Agora escolha a sua casa eterna." Ele pensa um minuto e responde: "Olha, eu nunca pensei ... vir a tomar esta decisão… O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar muito melhor no Inferno." Então São Pedro abanando com a cabeça, leva-o de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno. A porta abre-se e ele vê-se no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo e com um cheiro horrível. Ele vê todos os seus amigos com as roupas rasgadas e muito sujas catando o entulho e colocando-o em sacos pretos, repara que por vezes os amigos se pegam á porrada na disputa de pedaços de comida podre. O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro do Primeiro Ministro. " Não estou a entender?!", - gagueja - "Ontem mesmo eu estive aqui e havia um lindo campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançamos e nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo cheio de lixo mal cheiroso e os meus amigos totalmente arrasados!!!" O diabo olha pra ele… sorri ironicamente e diz: "Ontem estávamos em campanha. Agora, que conseguimos o seu voto... eis a realidade"

sábado, 1 de dezembro de 2007

Excepcional...Carta ao ministro das finanças de portugal

Recebi de um amigo e repasso Excepcional.

Divulguem esta carta aos vossos amigos espalhados pelo Mundo fora e, se possível, pedindo os vossos filhos nas escolas e universidades estrangeiras para que divulguem junto dos colegas, e que peçam que transmitam também a outros colegas e assim sucessivamente...

LEIAM ESTA CARTA VERÍDICA DIRIGIDA POR UM CIDADÃO PORTUGUÊS AO MINISTRO DE FINANÇAS DE PORTUGAL....

Esta carta escrita por um cidadão ao nosso Ministro das Finanças, é verídica Se todos tivéssemos a atitude deste homem, que não conheço, quem sabe se o nosso Portugal não melhorava, e os nosso governantes pensassem mais no povo que governam e que os elegeram. Passem a todos este acto de coragem. Ex.mo Senhor Ministro das Finanças Victor Lopes da Gama Cerqueira, cidadão eleitor e contribuinte deste País, com o número de B.I. 8388517, do Arquivo de identificação de Lisboa, contribuinte n.º 152115870 vem por este meio junto de V.Ex.a para lhe fazer uma proposta: A minha Esposa, Maria Amélia Pereira Gonçalves Sampaio Cerqueira, foi vítima de CANCRO DE MAMA em 2004, foi operada em 6 Janeiro com a extracção radical da mesma. Por esta "coisinha" sem qualquer importância foi-lhe atribuída uma incapacidade de 80%, imagine, que deu origem a que a minha Esposa tenha usufruído de alguns benefícios fiscais. Assim, e tendo em conta as suas orientações, nomeadamente para a CGA, que confirmam que para si o CANCRO é uma questão de só menos importância. Considerando ainda, o facto de V. Ex.ª, coerentemente, querer que para o ano seja retirado os benefícios fiscais, a qualquer um que ganhe um pouco mais do que o salário mínimo, venho propor a V. Ex.ª o seguinte:
a) a devolução do CANCRO de MAMA da minha Mulher a V. Ex.ª que, com os meus cumprimentos o dará à sua Esposa ou Filha. (Se possível a todas as esposas e filhas de todos os governantes de Portugal...)
b) Concomitantemente com esta oferta gostaria que aceitasse para a sua Esposa ou Filha ainda:
c) os seis (6) tratamentos de quimioterapia.
d) os vinte e oito (28) tratamentos de radioterapia.
e) a angustia e a ansiedade que nós sofremos antes, durante e depois.
f) os exames semestrais (que desperdício Senhor Ministro, terá que orientar o seu colega da saúde para acabar com este escândalo).
g) ansiedade com que são acompanhados estes exames.
h) A angústia em que vivemos permanentemente.Em troca de V. Ex.ª ficar para si e para os seus com a doença da minha Esposa e os nossos sofrimentos eu DEVOLVEREI todos os benefícios fiscais de que a minha Esposa terá beneficiado, pedindo um empréstimo para o fazer.Penso sinceramente que é uma proposta justa e com a qual, estou certo, a sua Esposa ou filha também estarão de acordo.
Grato pela atenção que possa dar a esta proposta, informo V.Ex.a que darei conhecimento da mesma a Sua Ex.ª o Presidente da República, agradecendo fervorosamente o apoio que tem dispensado ao seu Governo e a medidas como esta e também o aumento de impostos aos reformados e outras... Reservo-me ainda o direito (será que tenho direitos?) de divulgar esta carta como muito bem entender. Como V. Ex.ª não acreditará em Deus (por se considerar como tal...) e por isso dorme em paz, abraçando e beijando os seus, só lhe posso desejar que Deus lhe perdoe, porque eu não posso (jamais) perdoar-lhe. Atentamente Victor Lopes da Gama Cerqueira


19/Outubro/2007

Isto só realmente em Portugal.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Feita de encomenda para o suinicultor

Agora o nosso suinicultor da terra poderá transportar todos os seus porcos no seu novo meio de transporte, aqui fica as fotos do modelo feito de encomenda para o suinicultor.



A verdade é que o novo meio de transporte anda a causar transtorno entre os habitantes, pois uns dizem que faz muito barulho e outros como o horticultor, que diz que se não fosse ele a por hi5 no Tobias ele não teria um meio de transporte destes.
Parabéns ao Tobias pois devido a sua fama conseguiu comprar o seu meio de transporte para levar a Amélia as compras ao carrefour. para porcos, aceitam-se encomendas de veículos como estes!!!


domingo, 25 de novembro de 2007

O orgulho do meu pai

Pois bem eu sou o novo membro do nem imaginas.
Não estou cá para fazer comentários nem criticar ninguém, apenas me vim apresentar a todos vocês.
Esta sou eu mais o meu papa nem imaginas, pois mesmo assim vocês não o conseguem ver bem pois ele como muitos outros também se esconde.
Aqui sou eu outra vez mais a minha mama que também não quis dar a cara como eu fiz, não levem a mal pois ela é um pouco tímida.

Agora se não se importam vou nanar pois este é o meu segundo dia de vida cá fora e como ainda não tenho muita resistência e sou muito novinha para andar na Internet, vou deixar-vos, quem sabe se um dia destes venho cá fazer-vos outra visita.
beijos para todos, mas um especialmente para a minha avo' pois ela merece muito mais que um beijo.

Um pequeno gesto

Caros visitantes, o blog tem estado sem actualizacões e fiz este pequeno post só para dizer que logo, logo vai sair um post que não vai ficar indiferente a ninguém.
Não tendo nada a ver com fermelã nem com criticas a ninguém.
bem haja a todos

sábado, 17 de novembro de 2007

Ao amigo poeta de Fermelã

Antes de o poeta ler o texto que lhe dedico e para que pense um pouco naquilo que diz ou faz, nas criticas dos seus conterranos deixo-lhe esta imagem que lhe trouxe de França.
Pode ser que com um pouco de neve lhe refresque as ideias.
Não sabia que na Suíça não se podia urinar de pé depois das 22 horas, talvez tenha de fazer como o amigo, sentar-me ou levantar uma perna.



O fato de haver uma produção poética “ainda sendo feita”, um gesto, por assim dizer, “em tempo real”, ou que não se estabeleceu, não justifica o silêncio nem a esquiva crítica entre-dentes a seu respeito.
Em outras palavras, insiste-se na alegação de que devido a essa sua condição de fenómeno in progress, a poesia actual acabaria por impor um óbice à tarefa crítica, visto que, por definição, esta actividade teria a função de regular e julgar, calcada sobre certa estabilidade de valores, apenas aquele objecto cuja trajectória pudesse ser abarcada desde o ponto-zero do seu impulso, passando por suas correcções de rota e chegando até o seu provável termo de repouso. Portanto, uma experiência tão fugidia talvez não permitira a prospecção judicativa de seu conjunto.
Por causa de sua base larga; sua radicalidade que atinge os antros da terra; suas ferramentas argênteas, a crítica se mostraria, supostamente, sem condições de perscrutar semelhante alvo em movimento, esse ser transitório. Vantajosa inadequação da crítica! O mundo é leviano demais para a sua lerdeza magnânima. Mas, o crítico deveria se sentir implicado nas imposturas e nos dilemas que denuncia.
Portanto, a poesia contemporânea, como fenómeno inconcluso, filha e protagonista de um presente contínuo, não estaria em situação de ser mapeada “cabalmente”, pois como coisa viva, algo de sua efemeridade escaparia pelas beiradas do escalpelo crítico consagrado. No entanto, há aí um problema de distorção. Parece estar-se exigindo, para o caso, uma crítica monumental, que capturasse o mundo e o tempo conhecidos. Mas, o fazer, o saber e o julgar inextrincáveis à actividade crítica, devem ser colocados numa perspectiva provisória, menor. Crítica é leitura; uma forma de interpretação ou de abordagem. Isto nos faz supor que sua actividade também se relaciona ao possível, ao impermanente das parcialidades do sujeito. Portanto, a leitura, ou a crítica, condizente com a poesia contemporânea, deve ser, tal como ela, uma coisa em construção, ainda não canónica e não canonizada. Sequência de interpretações e uma constante confrontação entre elas. Uma crítica, por assim dizer, “camara-na-mão”. Leitura interessada, severa e experimental embrenhada na nervura da dissensão.
Ao almejarmos e super estimarmos uma crítica totalizadora que “de fato” venha a dizer, quem sabe um dia, aquilo que queremos ou necessitamos ouvir acerca da produção poética actual, acabamos também reservando um espaço excessivamente pernóstico, cheio de dedos, para os deslocamentos desta mesma poesia perante a nossa recepção.
Às vezes fala-se a propósito da poesia contemporânea nos termos de que tratar-se-ia de uma experiência capaz de provocar um estranhamento e um incómodo em determinadas zonas da audiência similares àqueles causados, por exemplo, pela arte contemporânea. Isto é um absurdo. A produção poética de agora-agora passa longe de qualquer gesto iconoclasta, não põe em cheque os próprios limites, não tem sequer a ousadia da frivolidade que, diga-se de passagem, sobra à anti-arte. Então, por quê reivindicar para ela um discurso crítico sobrenatural, que fale a língua do “meu tio iauaretê”, na presunção de glosa-la eruditamente e de uma vez por todas?
Desde a realidade insossa das manifestações poéticas actuais, talvez se possa arrancar uma resposta cínica para o caso: a expectativa ansiosa pelo advento dessa crítica-para-acabar-com-todas-as-críticas, que faça justiça à pretendida originalidade da poesia actual, não passa de uma tentativa de niquelar a irritante normalidade e eficiência dessa mesma poesia por meio da chantagem culta de um meta discurso que assomaria para pôr as coisas em ordem, problematizando uma farsa com outra.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Amar a nossa terra da mesma forma que amamos a nossa mulher




O CASAL AMOROSO


Um homem e a sua esposa estavam de férias em Jerusalém. No decorrer da estadia, a mulher faleceu. O agente funerário local informou o marido de que poderia trasladar o corpo da mulher para o país de origem por 5.000€, ou poderia enterrá-la lá na Terra Santa por apenas 150€
O homem reflectiu e respondeu-lhe que queria transferir o corpo da mulher para a cidade deles.
O agente funerário, muito surpreendido, perguntou-lhe: Porquê gastar 5.000€ para transferir o corpo da sua esposa para a sua cidade se pode enterrá-la aqui apenas por 150€ e ainda por cima numa cidade Sagrada?
Então aí, o homem explicou-lhe: "Há mais de 2.000 anos, um homem morreu aqui, foi enterrado aqui e três dias depois ressuscitou. Eu não quero correr esse risco."

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Camões o que escreveu e porque?

Que poderá CAMÕES querer dizer nos poemas por ele feitos

A aluna interpretando os Lusíadas e a esperteza da Velhinha Numa prova de entrada para a Universidade... Questão :
Interpretar o seguinte trecho de poema de Camões: "Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é um contentamento descontente, Dor que desatina sem doer".
Uma aluna deu a sua interpretação:
"Ah! Camões, se vivesses hoje em dia, Tomarias uns antipiréticos, Uns quantos analgésicos e Prozac para a depressão. Comprarias um computador, Consultarias a Internet e descobririas que essas dores que sentias, Esses calores que te abrasavam, Essas mudanças de humor repentinas, Esses desatinos sem nexo, não eram feridas de amor, Mas somente falta de sexo!"
Teve nota máxima. Foi a primeira vez, depois de mais de 500 anos, que alguém entendeu qual era a ideia do Camões...

Ainda temos bons alunos